O Estalido Dourado


Na bancada ordenada, o cansaço esbate a vista.
Resta a carícia à casca, de um dourado brilhante e tenso.
Posso ouvir o estalido da matéria que se quebra: um som
nítido, de ouro vivo,
que precede a carne branca e húmida do bolbo.
A mão que pensa também ouve.


Publicado

em

por

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *